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Palazzo Ducale e a Ponte dei Sospiri – Veneza – Itália

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O Palazzo Ducale foi por muitos séculos a residência oficial dos doges, ou duques com mandato vitalício, que governaram Veneza. Sabe-se que em 810 o doge Angelo Partecipazio decidiu mudar a sede do governo para a área da ilha que se chamava Malamocco Rivo Alto, hoje conhecida como Rialto, e construir o Palazzo Ducale. Supõe-se que o modelo deste palácio seria o Palácio de Diocleciano em Split, na atual Croácia, mas não se pode ter certeza pois desta edificação no sobrou praticamente nada. O Palazzo Ducale sofreu vários incêndios e foi construído e reconstruído muitas vezes, a cada nova reconstrução o palácio se expandia e se modificava. O palácio, como conhecemos hoje, com seu estilo gótico-renascentista e com suas paredes de mármore branco e rosa, faz parte dos projetos de reconstrução executados entre o mandatos dos doges Bartolomeo Gradenio, que iniciou em 1340 e de Giovanni Mocenigo que governou Veneza entre 1478 e 1485.
A Porta Della Carta, ou Porta do Papel, datada do século XV, é a entrada principal do palácio e onde as proclamações dos doges eram afixadas. Esta porta leva a um esplêndido jardim interno com filas duplas de arcos renascentistas. Logo em frente avista-se a suntuosa Scala dei Giganti de Sansovino, ou a Escada dos Gigantes, que levava às cortes e às salas de reuniões. As paredes e tetos desses salões foram ricamente embelezados por mestres venezianos como Veronese, Tiziano, Carpaccio e Tintoretto. Suas obras ilustravam a história de poder e prosperidade inquestionável da República e impressionava diplomatas e emissários do mundo todo.
As salas mais interessantes para quem visita o Palazzo Ducale são a Sala delle Quattro Porte, cujo teto é de Tintoretto; a Sala del Collegio, decorado com 11 obras de Veronese e dois Tintorettos; o Senato, um dos salões mais ricos, tem no teto a pintura Il Trionfo di Venezia, de Tintoretto; a Stanza dei Consiglo dei Dieci, com obras de Veronese, era o salão onde as leis eram aplicadas; a Sala della Bussola, onde na Bocca dei Leoni, uma fresta na parede, eram colocadas denúncias secretas de inimigos do Estado; e a sala principal de todo o palácio, a Sala del Maggior Consiglio, onde está a magnífica obra de arte, Paradiso de Tintoretto, o maior quadro a óleo do mundo medindo 7 metros por 22 metros.
Saindo da Sala del Maggior Consiglio pode-se ve a Ponte dei Sospiri, que liga o palácio às Prigioni, ou prisões. Supõe-se que a ponte tenha recebido este nome no século XIX, quando poetas europeus que visitavam a cidade imaginaram o suspiro dos prisioneiros vendo o mundo exterior pela última vez antes de serem aprisionados. Casanova, foi preso em 1755 por ter sido acusado de disseminar propaganda antirreligiosa, ele foi um dos poucos, senão o único, a escapar desta prisão. Casanova voltou a Veneza somente 20 anos mais tarde.

O Palazzo Ducale foi aberto ao público como museu em 1923 e em 1996 passou a fazer parte do sistema dei Musei Civici Veneziani.

Você pode comprar um ingresso único, válido por 6 meses, e visitar as seguintes atrações: Palazzo Ducale, Museo Correr e relativa mostra em andamento, Museo Archeologico Nazionale, Sale Monumentali della Biblioteca Nazionale Marciana, Ca’ Rezzonico, Museo del Settecento Veneziano, Casa di Carlo Goldoni, Museo di Palazzo Mocenigo e Centro Studi di Storia del Tessuto e del Costume, Ca’ Pesaro, Galleria Internazionale d'Arte Moderna + Museo d'Arte Orientale, Museo del Vetro – Murano, Museo del Merletto – Burano (será fechado em outubro de 2010 para ser restaurado) e o Museo di Storia Naturale.
O ingresso custa 18 Euros para adultos e 12 Euros para jovens de 6 a 14 anos e estudantes de 15 a 25 anos.

Os horários para visitação são:
De abril a outubro: das 9h às 19h
De novembro a março: das 9h às 17h.
O palácio é fechado nos dias primeiro de janeiro e 25 de dezembro.

Fontes: Frommer’s e www.museiciviciveneziani.it


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